Não tenho tempo pra ontem
Ontem a tua foto na balada cercado de mulheres apareceu no
meu feed, com tanta intimidade que eu podia dizer qual delas estava do teu lado
agora. Assisti os teus vídeos no snapchat, dançando tão colado nelas que quase
pareciam um. E eu chorei. Por ter
passado noites inteiras em casa relembrando as nossas danças e todas as vezes
que cantamos músicas um pro outro. As músicas que você cantou pra alguém que
nem sabe o nome. Mas hoje, você me ligou
dizendo que estava com saudade e queria me ver. E mais uma vez, eu chorei.
Também quis te ver, tantas vezes que já perdi as contas, mas você não tinha
tempo para as minhas carências.
Ontem você estava bebendo com os seus amigos pra se
divertir. Eu estava bebendo pra esquecer do que um dia a gente foi e das tuas
promessas furadas e com prazo de validade de que a gente tinha se encontrado no
meio de tanto falso amor. Você era o meu
falso amor. Ontem, eu fiquei me perguntando o que é que você tinha que me
prendia, onde foi que eu me apaixonei tanto a ponto de não conseguir mais
voltar atrás. Hoje, quis viver uma
história de amor com outra pessoa, enquanto você lotava o meu celular de mensagens
desesperadas querendo saber se eu ainda lembrava da gente.
Ontem você desligou o celular na minha cara, enquanto me
chamava de louca e de carente por não conseguir ficar sozinha e eu quis que no
fundo, você soubesse que o espaço reservado na minha vida ainda podia ser teu,
mesmo não merecendo um pingo do meu amor. Ontem, eu chorei com as tuas palavras
de desprezo e me convenci de que era uma fase ruim, como todas as outras
centenas, mas que no final tudo ficaria bem. Hoje, eu acordei com a tua voz
pedindo desculpas e dizendo que iria mudar e nos dar uma chance, só que hoje, eu já não tenho mais tempo pra
ontem.



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