Te amei tanto e esqueci de me amar
Às vezes eu gosto de fingir que nada aconteceu. Gosto de
imaginar por alguns minutos que você já se tornou passado e que a tua lembrança
não me incomoda mais. Tem dias que visto uma capa e saio por ai com um sorriso
no rosto, como se o meu mundo não desabasse toda vez que você sorri e o meu coração não despedaçasse sempre que o
teu riso tinha outro destino que não era o meu. Por vezes, eu faço de conta
que a nossa história não teve tanta importância, que não foi tudo aquilo que eu
imaginava, que você não valia todo o meu esforço e muito menos as minhas
lágrimas. Mas só às vezes, eu conseguia
me enganar.
Tem dias que o meu coração pede um descanso, uma pausa de
todo o fingimento. Eu preciso sentir, nem
que seja dor. Num cantinho da minha cama, eu me encolho e permito botar pra
fora o que eu guardei a semana toda, escorre pelos os meus olhos todo o amor
que eu venho guardando para mim. Me
permito vomitar todas as palavras que eu quis te dizer e não tive coragem.
Sinto a tua falta e esperneio sozinha, grito, choro, chamo por você, uma, duas
e até três vezes, mesmo sabendo que você não vem mais, que acabou antes de
termos a chance de começar, ainda espero a tua volta.
Eu ando fingindo pro mundo que aqui dentro, não existe mais
amor. Mas existe moreno, ainda existe todo o amor que você não me deixou te dar
e que por algum motivo, eu guardei como
boa lembrança do que não fomos. Eu ignorei todos os teus sinais, varri pra
baixo do tapete todas as vezes que você deixou claro que não queria mais, eu
tentei te convencer de que a gente podia consertar, que era só uma fase ruim
com prazo de validade. Eu quis que você
acreditasse que ainda poderia me amar, porque eu te amava moreno e por isso,
esqueci de me amar também.



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