Nosso fim era inevitável
Eu precisei ir embora mais cedo do que planejei e desistir do que a gente tinha, se é que a gente tinha alguma coisa, até podia ficar mais, tínhamos tempo, mas eu não tinha mais disposição pra tanta indecisão. Eu quis moreno, muitas vezes fugir dos nossos problemas e te carregar comigo, mas você estava preso na própria confusão e já não tinha mais espaço pra mim. Eu estava cansada de tentar consertar a nossa relação furada e de abrir mão do futuro que eu tinha planejado cada vez que você surtava e dizia que não sabia o que queria. Você sabia, mas não teve peito suficiente pra sentir.
Eu podia ter insistido mais, ter entrado na tua cabeça turrona e cheia de teimosia e ter te feito entender que tudo ficaria bem, mas não vale a pena insistir tanto quando o outro não está disposto a entender e nem ajudar. Nos ferimos demais e não tinha mais lugar pra machucados, nós éramos uma carga pesada demais pra carregar e já nem cabia mais nas costas. E nem no coração. Nos perdemos nas nossas idas e vindas, até não termos mais pra onde voltar, mas ainda assim, eu voltaria e tentaria se você tivesse me mostrado que nos queria também.
No fundo moreno, eu só queria que a gente fosse aquele casal apaixonado e cheio de mimos pra cima e pra baixo, do tipo brega, com declarações e tudo. Eu queria que você sentisse tanto quanto eu sentia, queria que tivesse ai dentro uma necessidade de mim, uma vontade imensa da gente, mas você não me deixou saber e nem me deu chance de descobrir. Nosso fim já estava destinado desde o começo, mesmo com um bom papo e umas risadas ainda melhores, a gente não tinha encaixe e eu era como uma peça fora do lugar, atrapalhando todo o teu jogo e então você me deixou ir.



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