Fardo carregado
Os dias tem se tornado um verdadeiro peso, estou acumulando carga trás de carga e não tem corpo que aguento tanto esforço, quem dera se fosse apenas a rotina cansativa da faculdade e tentar manter uma vida social estável, mas na verdade todo o meu cansaço vem de dentro e de tudo que eu estou acumulando a meses por orgulho de sempre manter a pose de forte. A verdade é que estou desmoronando aos poucos e tudo que preciso é abrir o peito e deixar sair.
Fui guardando sentimentos e dores por medo de parecer fraca, acabei me desgastando tanto que agora meu corpo já não aguentava mais e estava gritando por socorro. Eu tentei, mas não iria conseguir por muito tempo, eu já sabia. Baixei a guarda e me deixei sentir, doeu tanto, sem luta, sem fuga, era eu e os meus machucados mal curados. Pedi colo e me afundei na cama com uma panela de brigadeiro, me senti no direito de ser egoísta e lamber as próprias feridas.
Pode ser um dramalhão mexicano, talvez eu esteja exagerando, mas é que foi tanto tempo deixando de lado, varrendo a poeira pra baixo do tapete e uma hora se viraram contra mim e tudo me atacou ao mesmo tempo, sem dó e nem piedade. Eu já deveria saber, eu teria que enfrentar, mas eu não estava pronta, não era pra ser agora, mas meu coração já estava abarrotado demais e precisava de ajuda, assim como eu. Tirei todas as máscaras e decidi que seria agora, tenho meu direito também de querer interpretar a mocinha de coração partido dos filmes americanos. Quem nunca quis?



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